Rituais de casamento

Apesar dos casamentos católicos serem os mais difundidos no Brasil, há diversas outras celebrações para contemplar às religiões às quais os noivos e seus familiares sejam adeptos. Não que haja grandes diferenciais, porém há alguns detalhes específicos e tradições que são fundamentais para que a união seja oficializada de forma alinhada a sua crença. Iremos analisar em ordem alfabética algumas dessas opções pouco conhecidas, porém não menos importantes.

Budista

Casamento Budista

O casamento budista não é nem um pouco formal, ao contrário. Por não ser considerada um dever religioso, costuma-se dizer que “ele nem é sagrado nem não sagrado”. Assim, após o registro civil, os noivos recebem somente uma bênção dos monges no templo local.

Cigano

Casamento Cigano

A cerimônia cigana é bastante conhecida e se destaca por todo o simbolismo que ela carrega. Em sua origem, e que ainda hoje é seguido, as moças ciganas são prometidas desde muito novas aos seus futuros noivos. Como essa escolha é feita conforme laços familiares e as condições financeiras do homem, trata-se mais de uma celebração de unir famílias do que um ato de amor. Na festa, não podem faltar vinho, para garantir a alegria eterna do casal; o pão e o sal, que representam a união; a taça de cristal, para que a harmonia permaneça; e o punhal, que serve para a comunhão do sangue.

É intitulada união ecumênica quando os noivos pertencem a religiões cristãs diferentes, ou seja, quando há disparidade de culto. Nesse caso, chega-se a um acordo para que ambos recebam a benção das respectivas crenças juntas. Quando um dos noivos for de religião cristã e o outro de não cristã, o nome dado é casamento inter-religioso.

Para a Igreja evangélica, o casamento não é um sacramento e os noivos não realizam juramentos, mas sim um compromisso conjugal. Um dos momentos marcantes da cerimônia é quando os noivos costumam prestar homenagens recíprocas, seja sob forma de música ou contando histórias inesquecíveis do casal. Outro diferencial é que, normalmente, são escolhidos somente uma madrinha, que fica responsável por segurar o buquê, e um padrinho, que passa as alianças para a benção.

Judaico 2

Casamento Judaico

A cerimônia judaica, chamada de kidushin, é literalmente uma festa do início ao fim. Em uma tenda e na presença de dez testemunhas masculinas, o vinho, que simboliza a vida, e os anéis são abençoados e os noivos bebem a primeira taça de vinho. Após, o noivo recita uma frase e coloca a aliança no dedo indicador direito da noiva. Seguindo o ritual, o rabino faz a leitura da ketubá, contrato matrimonial judaico, os noivos bebem da mesma taça, que, após, é quebrada pelo noivo, simbolizando o rompimento com a vida passada.

O ritual mórmon inicia-se com hinos e orações, seguido da benção do bispo da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias ao casal. Após a troca de alianças, a cerimônia é encerrada e todos seguem para a recepção. Até ai não há muita novidade. O diferencial é que por ser considerada sagrada, a cerimônia somente pode ser visualizada por pessoas que sigam a mesma Igreja. Além disso, a castidade é fundamental, ou seja, os noivos devem permanecer para sempre fiéis e colocar a família em primeiro lugar.

Ortodoxo

Casamento Ortodoxo

O termo “ortodoxo” já indica uma das características fundamentais do casamento de seus seguidores: ritual rígido, ou seja, que segue exatamente a doutrina definida. A celebração é dividida em duas partes. A primeira é a união propriamente dita, chamada de Ofício de Noivado, quando ocorre a benção e a troca de alianças. A segunda é o Ofício de Coroação, em que o padre coloca na cabeça dos noivos coroas de folhas e flores e, após, eles bebem da mesma taça de vinho.

Casamento Prebisteriano

Já o casamento presbiteriano é muito parecido com o católico, inclusive em termos de exigência, porém não dispõe de cursos para noivos, mas somente uma conversa prévia entre os noivos e o pastor para que ele se certifique que existe maturidade para assumir tal compromisso. Espera-se que exista fé em Deus, mas não há exigência em professar a religião.


About The Author:

Estefania Martins" class="thumbnail thumbnail-left-small">


Nenhum comentário